terça-feira, 22 de abril de 2014

Pagaremos Caro pelo Ano de 2014

Sinto que a aparente tranquilidade que vemos hoje é o prenúncio de um ano de problemas em 2015. Dificuldades estão vindo.


Com que base pode-se afirmar isso? Vamos em primeiro lugar listar os eventos que tornam este ano especial: temos uma copa do mundo largamente financiada pelo poder público; temos eleições em que se vislumbra a escolha da opção menos pior; temos uma economia mundial morna, sem grandes avanços; nossa inflação se insinua, controlada em grande parte por preços tabelados dos combustíveis e da energia. Não me parece um panorama animador.

Quem tem dinheiro para investir tem como escapar da inflação, com aplicações em títulos públicos, fundos e tesouro direto, que se tornam mais atraentes com uma maior taxa de juros. No entanto os setores produtivos sofrem e sofrerão mais ainda com as medidas de combate à inflação. Não está claro o que acontecerá com os preços dos combustíveis e da energia. Não vejo iniciativas em andamento quanto à produtividade e à eficiência do serviço público e das empresas brasileiras.

A copa é um caso à parte. As obras em andamento estão atrasadas, apresentam custos elevados, graves imperfeições, ou são simplesmente esquecidas antes de serem iniciadas. As mortes dos operários, os atrasos, erros e custos sujam o evento e divulgam pelo mundo uma imagem negativa. Estamos pagando caro por uma péssima propaganda do país. Ganhar o torneio não apagará esta mancha.

Quem assumir o país em 2015 fará que mudanças? Tomará que decisões? A campanha eleitoral já começou a meses, mas o que se sobressai é a mediocridade, a falta de ideias e a luta pelo poder e pelo tempo de propaganda na tv, seja na eleição presidencial, seja nos governos estaduais. Os governistas apoiam o governo, sem levar em conta o real mérito. A oposição critica o governo de forma igualmente acéfala. Escolheremos o candidato menos pior para todos os cargos, este é o quadro eleitoral.

Não podemos esperar o socorro chinês, pois as taxas de crescimento da República da China estão em queda. Teremos de sair das encrencas de 2015 com nossas próprias forças. Seria menos difícil se percebêssemos isso já em 2014.

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